Minicurso 16 Racismo, patriarcado e educação: introduzindo a interseccionalidade na escola

Sessões: 16 e 17 de dezembro

Autores

Palavras-chave:

Interseccionalidade, Políticas públicas educacionais, escola

Resumo

A temática que envolve patriarcado e racismo em uma perspectiva interseccional considera que esses dois não se manifestam sozinhos, mas que se entrelaçam formando sistemas de opressões, junto ao capitalismo. Esses formam os eixos de desigualdades de raça, gênero e classe, no qual a raça é um dos principais eixos causadores das desigualdades e definidor das hierarquias sociais. Esse assunto tem sido pouco considerado nas políticas de educação, visto que essas políticas não ponderam um entrelaçamento ao tratar sobre machismo e racismo, pois esses são eixos abordados separadamente pelas criadoras e criadores de políticas públicas, dando a sensação de que essas opressões, em momento algum, se encontram dentro do contexto escolar. O machismo é tratado como se nunca atingisse meninas negras, considerando as jovens meninas como se fossem todas iguais e acaba por seguir um modelo universal de características, vivências e culturas similares; já o racismo é tratado como se só afetasse aos jovens meninos negros, não considerando as meninas negras. Por conta disso, é preciso tratar do machismo e racismo analisando as especificidades e diferenças das meninas, pois todas fazem parte de contextos diferentes, sendo que algumas são atingidas com mais força pelas avenidas identitárias que ocorrem dentro do ambiente da escola e refletem em sociedade. O interesse por este eixo se deu devida ao tamanho da demanda dos problemas causados pela falta de tratamento do assunto nas escolas. Assim, o presente minicurso é proposto ao considerar uma gama de possibilidades e o crescente interesse acadêmico neste tema.

PRINCIPAIS TÓPICOS DO CURSO:
1 Introdução sobre a trajetórias e conceituações da interseccionalidade: Racismo,  Patriarcado e Capitalismo;
2 A interseccionalidade na educação;
3 Dialogando sobre as lacunas existentes nas políticas de educação e a interseccionalidade.

METODOLOGIA (como será desenvolvido o minicurso):
O Minicurso empregará uma abordagem dialógica buscando uma perspectiva analítica referente aos impactos que a falta da adoção da interseccionalidade na educação traz para a sociedade em geral. Para tanto, é necessário se ultilizar métodologicamente da perspectiva proposta por Angela Davis e kimberlé crenshaw, pois essa abordagem possibilita uma visão de mundo crítica, que vai além do olhar somente para uma forma de opressão e permite perceber o entrelaçamento das opressões, dominação e desigualdades sociais.
Cumpre destacar que em virtude do cenário pandêmico, dos riscos à saúde e da possiblidade de ampliação da contaminação pela COVID-19, adotaremos o uso de tecnologias remotas para permitir uma participação sem a ruptura das relações de isolamento social que são fundamentais nessa etapa da pandemia, ao mesmo tempo, que possibilita uma aproximação com uso de tecnologias remotas entre militantes, profissionais, docentes, discentes de graduação e de pós-graduação e entre os colaboradores nacionais e estrangeiros.
Os tópicos serão desenvolvidos por meio de apresentação oral,utilizando-se material indicado na referência bibliográfica. Durante a apresentação, osparticipantes serão incentivados a fazerintervenções e a interagir com os ministrantes do minicurso paratirar dúvidas, complementar informações e trocar experiências.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
AKOTIRENE, Carla. Interseccionalidade. Pólen Produção Editorial LTDA, 2019.
CENSHAW, Kimberlé. Documento para o encontro de especialistas em aspectos da discriminação racial relativos ao gênero. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, ano 10, 1º sem. 2002, p. 171-188. Disponível em: Acesso em: 21 agost. 2020.
HOLLANDA, Heloisa Buarque de et al. Interseccionalidades: pioneiras do feminismo negro brasileiro. Bazar do Tempo Produções e Empreendimentos Culturais LTDA, 2020.
KILOMBA, Grada. Memórias da plantação: episódios de racismo cotidiano. Editora Cobogó, 2020.
LOPES, Saskya Miranda. Interseccionalidade de raça e gênero nas escolas brasileiras e os projetos de lei silenciadores. MOTRICIDADES: Revista da Sociedade de Pesquisa Qualitativa em Motricidade Humana. v. 2, n. 2, p. 149-162, 2018.
LOURO, G. L. Currículo, gênero e sexualidade: O “normal”, o “diferente” e o “excêntrico”. In: LOURO, G. L.; FELIPE, J; GOELLNER, S. V. (Org.). Corpo, gênero e sexualidade: um debate contemporâneo na educação. 9 ed. Petrópolis: Vozes, 2013. p.43-53.
_____. Gênero, sexualidade e educação: Uma perspectiva pós-estruturalista. ed. 16. Petrópolis, RJ: Vozes, 2014.
MORENO, M. Como se ensina a ser menina: o sexismo na escola. São Paulo: Moderna; Campinas: Ed. da Unicamp, 1999.

 

INSCRIÇÕES CONFIRMADAS

Amanda Sérgio de Oliveira Sales
Aialy de Oliveira de Mendonç
Ana Maria Santana de Alcântara
Andreliane Godoy Maistrovicz
Bruna Andréa da Silva Galli
Dalma Luciene Câmara de Mendonça
Dayana da Silva Ferreira
Dayanna Mary De Castro
Deise Aparecida Lima
Elaine Sant Antonio
Eliane dos Santos Ferreira
Emmanuella Aparecida Miranda
Evani Santana Quirino
Fabiana de Freitas Batista
Felipe Faria Takahashi
Franciele Silva Leao
Francine Lopes Miranda De Oliveira
Gabriela Maria dos Reis Silva
Gabriela Meluci
Gabriella Natalia dos Santos Agostinho
Giovana Freitas Gomes Andrade
Giovana Sales Nascimento da Silva
Gislayne Lima do Rosário
Glécia Morena Duarte
Ilca Maria Dias Souza
Ingrid Lorena Ferreira Rodrigues
José Artur da Costa Castilho
José Reginaldo Oliveira Arteiro
Joyce Kelly Boletti Nascimento
Juliana Dionizio da Silva
Karina Iesen Santiago
Kawan Oliveira de Andrade
Larissa Dias Ferreira
Leticia Julia Lopes
Lucas Braga Medrado da Silva
Luciane Cristina Fantini dos Santos
Maria José de Oliveira Lima
Maria Luiza da Silva Chamarelli Santos
Mariana Gorjão Lainn
Mariana Vierczorquevecz Gonçalves
Nadia Veras Cardoso
Nayara Maria de Souza Almeida
Pâmela Talita Bastos da Cruz
Patrícia Silva Magalhães
Patrícia Silva Magalhães
Pedro Egidio Nakasone
Raphael Marron da Costa Almeida
Rosane Dorneles de Azevedo
Rosani Beatriz Mertz
Sandra Aparecida Ferreira Da Silva Pazinatto
Tatiane Oliveira Cruz

Biografia do Autor

Kananda Lustosa (UFPI)

Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas da Universidade Federal do Piauí, da Linha de Cultura, Identidade e Processos Sociais. Possui graduação em Serviço Social pelo Centro Universitário Santo Agostinho (2018). 

Liana Ibiapina (Fiocruz/PI)

Possui graduação em Bacharelado em Serviço Social pela Faculdade Adelmar Rosado (2005), mestrado em Interinstitucional em Serviço Social pela Universidade Federal de Pernambuco (2011) e doutorado em Ciências da Educação - Universidad Internacional Tres Fronteras (2018). Atuou como professora mestre do Centro Universitário de Ciências e Tecnologia do Maranhão, bem como coordenadora do curso de bacharelado em serviço social do Centro Universitário de Ciências e Tecnologia do Maranhão até 2019. Atualmente é professora curso de serviço social da Faculdade do Piauí, AESPI/FAPI. Atuando principalmente nos seguintes temas: serviço social, saúde, práticas profissionais, gravidez na adolescência, saúde mental e gestão em políticas públicas. Possui habilidades em projetos sociais e de gestão na área da saúde e sociojurídica.

Publicado

2021-03-05

Lista

Seção

Minicurso